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RESENHA – O Último Reino Temporada 5 - Destino é tudo!


Imagem: Netflix



ATENÇÃO SPOILLERS ABAIXO!!!!

Este ano chegamos à temporada derradeira de O Último Reino, série da Netflix. Uhtred Ragnarson é, herdeiro de Bebbangurg, um forte no norte do país, foi arrancado de sua família e criado por vikings, de quem se afeiçoou e passou a seguir seus costumes e religião. Já adulto, o guerreiro se uniu ao Rei saxão Alfredo e seus herdeiros para alcançar o sonho (de Alfredo) de uma Inglaterra unificada, retornar à sua cidade natal e retomar seu título lorde.


A Série teve ao todo 5 temporadas onde Uthred cresceu, teve amores e decepções, se tornou guerreiro, pai e lorde e foi usado por Alfred e suas crias. A evolução do personagem se deu de forma lenta e linear, sendo em boa parte fiel aos livros de Bernard Cornwell, de onde a série é uma adaptação. A série é corajosa ao encerrar a trajetória do herói mesmo ainda não tendo acontecido nos livros.


Na quinta temporada Alexander Dreymon se mostra extremamente à vontade no papel de Uthred, mais seguro que nunca, e seu personagem está em seu auge. Entretanto, na trama, o auge deste guerreiro é agir como pacificador. Por toda a temporada, Uthred utiliza suas habilidades e seu tempo para correr por todo o país tentando evitar guerras entre saxões, dinamarqueses e até escoceses.


A primeira parte desta última temporada tem o fechamento da história de Brida (Emily Cox), uma viking que cresceu com Uthred, se tornou sua irmã, amante e por último, inimiga. Brida, à frente de uma horda de dinamarqueses ameaça a terra de Sigtryggr (Eysteinn Sigurðarson), um viking que optou em viver em paz com cristãos e que, de quebra, é marido de Stiorra (Ruby Hartley) filha de Uhtred. Brida é uma das raras personagens que está na série deste seu primeiro capítulo, o que faz a relação e as diferenças entre o casal serem profundas, suas motivações bem fundadas e seu arco de desenvolvimento bem estabelecido. O final de sua história é bonito, significativo e justo.


A segunda parte da temporada é focada nas tramas de Lorde Aethelhelm (Adrian Schiller), que levam o Rei Eduardo a uma possível guerra contra Dinamarqueses e Escoceses, e Uthred tem que correr contra o tempo para desmascarar o ambicioso lorde e impedir uma guerra que pode trazer a ruína de todos.


A trama foi construída de forma brilhante, respeitando histórias e personalidades de personagens, tendo a divisão da temporada de forma sutil e pouco perceptível. As motivações são verossímeis, não há furos que mereçam nota ou facilitações narrativas. A história empolga, tem seu crescente e seu apogeu na hora certa e seu clímax, apesar de perceptível, ainda é recompensador e empolgante.


A série opta por um final previsível, o herói retornando à sua terra e reclamando o que lhe é de direito. Talvez um pouco apressado, pois as batalhas finais não foram tão grandiosas nem tão importante quanto outras que já aconteceram na série, porém, diante todas as dificuldades que enfrentou, Uthred não merecia outro final, coroando sua saga como talvez o verdadeiro unificador da Inglaterra e assim completando seu bordão: destino é tudo!


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