top of page

Cavaleiro da Lua – A mistura da Marvel com o Egito (Tem que ter Isaac pra lutar bonito)


Parece que não satisfeita com o sucesso de WandaVision, Loki entre outras, a Marvel lançou na última quarta-feira uma de suas mais audaciosas produções em termos de série: O Cavaleiro da Lua.


O personagem criado por Doug Moench e Don Perlin apareceu pela primeira vez em 1975 na revista Werewolf by night #32 como um vilão contratado para caçar o Lobisomem, protagonista da revista, entretanto, o personagem fez tanto sucesso entre os fãs, devido a seu visual marcante e suas habilidades, que sua presença se tornou mais e mais frequente em revistas da Casa das Ideias. Sua aparição em O Espetacular Homem-Aranha foi um divisor de águas em sua história, pois foi ali que o personagem foi retratado pela primeira vez como um herói, ajudando o teioso e, em seguida, tendo participações em Os Defensores, Justiceiro, até que finalmente, em 1980, Cavaleiro da Lua ganhou sua publicação própria.


A princípio, o personagem era apenas um visual interessante, sendo chamado por muitos de “Batman da Marvel”, graças ao visual sombrio (apesar do branco), a proficiência em combate corpo-a-corpo, suas habilidades detetivescas e o foco no combate ao crime urbano. Porém, quando ganhou sua primeira revista, sua origem foi contada de forma mais aprofundada e conhecemos Marc Spector, um mercenário que sai em uma expedição ao Egito e, depois de ser deixado para a morte nas areias do deserto, é salvo por adoradores do Deus Egípcio Konshu. Mas sua salvação vem com um preço: se tornar o receptáculo do deus na terra, e assim nasce o Cavaleiro da Lua como é conhecido hoje e abordado na série.


Konshu é o deus egípcio da Vingança, sendo representado na maioria das vezes como um homem com cabeça de falcão. A divindade tem relação com a Lua e protege aqueles que viajam à noite, daí a ligação com os hábitos noturnos do vigilante.

O grande público já sabe que os deuses gregos tem íntima relação com a DC através da Mulher-Maravilha (filha de Zeus) e que os deuses nórdicos são retratados na Marvel através de Thor, então é interessante trazer a mitologia egípcia também para o universo dos super-heróis, sendo tão rica e famosa quanto as citadas. Sem dúvida, um acerto da Marvel.


Oscar Isaac atua como o protagonista Steven Grant, mas não apenas ele. Aqui o personagem sofre de transtorno de múltiplas identidades, variando entre Steven Grant, um tímido atendente de uma lojinha num museu, Marc Spector, um autoconfiante mercenário e o próprio avatar de Konshu.

Ethan Hawke interpreta o vilão Arthur Harrow, um sinistro e calmo líder de uma seita religiosa que cultua a Ammut, a devoradora, uma deusa do panteão egípcio que devorava o coração das almas pecadoras após seu julgamento. Uma divindade rival de Konshu.


O personagem de Hawke é calmo, cruel, astuto e calculista o exato oposto do protagonista Steven Grant, caótico, ingênuo e desastrado. Será divertido ver personalidades (muitas) tão distintas em conflito. A trama é desenvolvida com vagar, sem pressa, didaticamente guiando o expectador (as vezes de forma expositiva até demais) pela mitologia que a série abordará e pelas personalidades do herói. Um roteiro que em certos momentos confia no público e em outros prefere explicar demais, mas ainda assim, se sai bem em manter o ritmo com poucas cenas de ação, mais focado em estabelecer o protagonista e o universo (no primeiro episódio), mas isso muda totalmente nos episódios subsequentes.


O Cavaleiro da Lua se encaixa no MCU como sua produção mais atual, na cronologia, logo após os acontecimentos de Gavião Arqueiro.


Para conferir os próximos acontecimentos de Cavaleiro da Lua, a série é lançada às quartas-feiras no Disney+, vale a pena conferir!


Kommentare


fd11_Banner_220x220.jpg
bottom of page